RESUMO:Introdução: Com a era da tecnologia digital, muitos exames tornaram-se computadorizados, como é o caso da Vectoeletronistagmografia. Através desta tecnologia, a avaliação do sistema vestibular tem ficado mais precisa com novos e importantes parâmetros. A estimulação das orelhas (prova calórica) pelo método analógico era geralmente realizado à base de água; hoje, podemos estimulá-las com ar, que é mais cômodo ao paciente. Objetivo: Estudar a função vestibular de indivíduos hígidos, por meio da avaliação vectoeletronistagmográfica computadorizada, observando e analisando as respostas dos nistagmos à estimulação com ar durante prova calórica. Métodos: Foram avaliados 56 indivíduos (31 do sexo feminino e 25 do masculino), com idades variando entre 16 e 70 anos, sem qualquer queixa de alteração do sistema vestibular, tais como tontura, vertigem, desequilíbrio, quedas, zumbido e perda de audição. Para a seleção da amostra, realizou-se anamnese, exame otorrinolaringológico e avaliação audiológica. Resultados: À prova calórica com ar quente (42ºC), não houveram quaisquer alterações no valor da velocidade angular da componente lenta (VACL) das orelhas direita e esquerda. Já à prova calórica com ar frio (18ºC), tanto no sexo masculino quanto no feminino, houveram alterações de VACL independente de orelha acima de 19º/s, o que nos chamou a atenção. Conclusão: O efeito inibidor da fixação ocular esteve presente em 100% dos casos, sendo este um sinal importante na caracterização de normalidade.
Referências bibliográficas:
Maria Regina Flores*, Eloísa Sartori Franco**. International Archives Of Otorhinolaryngology - Ano: 2003 Vol. 7 Num. 4 - Out/Dez - (7º)
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Artigo
publicado em: |
28/09/2008 |
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