RESUMO: Objectivo: avaliação do grau de sucesso das manobras terapêuticas por nós efectuadas e análise da eficácia de exercícios complementares de Reeducação Vestibular (RV) em doentes sofrendo de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) e que apresentavam persistência de vertigem ou desequilíbrio, após aquelas manobras.
Método: estudaram-se 175 doentes com VPPB, dos dois sexos, e nos quais foram praticadas manobras terapêuticas, preferencialmente a descrita por Semont (MS). Resultados: após as MS, 79% dos doentes estavam assintomáticos; 13% queixavam-se de desequilíbrio ou vertigem mas sem VPPB ; 3%, no decurso da manobra de Dix-Hallpike (MDH), apresentavam persistência de vertigem posicional que não se acompanhava de nistagmo; e 5% dos doentes continuavam com VPPB ou consideravam que ela se tinha agravado. No que diz respeito aos doentes que 2 semanas após as manobras terapêuticas continuaram a queixar-se de desequilíbrio ou vertigem, e com MDH negativas, foram realizados programas de RV adaptados a cada caso (manobras de Brandt- Daroff, estimulações optocinéticas, cadeira rotatória, treino proprioceptivo, exercícios na plataforma, etc.). Os resultados finais, avaliados por posturografia e por DHI, foram bons. Conclusão: os programas de RV contribuíram para melhorar ou curar as queixas de 16% dos doentes.
Referências bibliográficas:
Fernando Moreno Vaz Garcia. Acta ORL v.23 n.4 - Páginas a - São Paulo - Out/Dez - 2005
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Artigo
publicado em: |
01/07/2008 |
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